Igreja Matriz de São Vicente Férrer, Formiga (MG)

Construído em 1937 por Carlos Möhrle e Gustav Weissenrieder, o órgão da Igreja Matriz de São Vicente Ferrer, em Formiga (MG), é um instrumento de 18 registros distribuídos em seus dois manuais e pedaleira. Por meio de Lei Municipal, o órgão foi instituído como patrimônio histórico de Formiga em 2004; em 2004 foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA) (1).

O prédio da Igreja começou a ser construído em 1839, sendo inaugurado em 1873; o pedido para construção de uma Capela dedicada a São Vicente Férrer é bem mais antigo, datando de 1765. Na década de 1920, a Igreja Matriz foi remodelada pelo artista veneziano Ângelo Pagnaco (1).

Dados Gerais

  • Localização: Igreja Matriz de São Vicente Férrer – Praça São Vicente Ferrer, Centro, Formiga (MG)
  • Construção: Carlos Möhrle e Gustav Weissenrieder, Brasil, 1937
  • Reformas/restaurações
  • Características:
    • 2 manuais (56 teclas) e pedaleira (30 teclas)
    • 19 registros

Registros

O instrumento conta com os seguintes registros (2)

  • I Manual
    • Bordão 16’
    • Principal 8’
    • Flauta 8’
    • Oitava 4’
    • Picolo 2’
       
    • I Super
    • II/I
    • II/I Sub
    • II/I Super
  • II Manual
    • Viola 8’
    • Voz celeste 8’
    • Salicional 8’
    • Flauta 4’
    • Quinta 2 ⅕ ’
    • Flautim 2’
    • Terça 1 ⅓ ’
    • Clarineta
       
    • II Super
    • Tremulo
  • Pedal
    • Contrabaixo 16’ (Violoncelo)
    • Subaixo 16’
    • Principal 8’
    • Dulciana 8’
    • Principal 4’
    • Picolo 2’
       
    • I/Pedal
    • I/Pedal Super
    • II/Pedal
    • II/Pedal Super
  • Recursos
    • Caixa expressiva
    • Crescendo
    • 3 Combinações fixas
    • 1 Combinação livre

Textos

Órgão de tubo. Igreja Matriz de São Vicente Férrer. Sede. Formiga/MG. (2)


Descrição

Peça confeccionada em madeira e tubos de metal, constituída de três partes principais: buffet, consola (ou console) e parte fônica. No buffet, encontram-se os tubos sonoros e, na consola, integrada ao corpo do instrumento, situam-se os teclados. Na porção frontal do órgão, há 39 tubos ornamentais de metal, distribuídos em três partes iguais separadas por colunas. Estas apresentam fuste com caneluras, sustentadas por base em forma de mísula em curva, contra-curva e volutas. Afixadas às duas colunas centrais da parte frontal do buffet encontram-se duas arandelas para iluminação da peça. O bem é entalhado em alto e baixo-relevos, com coroamento em volutas e elementos fitomorfos.

O órgão é acionado por tração eletromagnética. Possui aproximadamente 855 tubos de metal; e dois teclados de 56 notas (i). Conta ainda com uma pedaleira com 30 notas dispostas paralelamente, dois pedais (sendo uma caixa expressiva e outro para o crescendo) e três combinações fixas e uma livre. No que tange à parte fônica, cada tubo produz um único som. Para a produção de sons em um amplo espectro musical, o grande número de tubos (que varia em suas dimensões) é agrupado em jogos. Cada jogo possui um timbre característico e está disposto em registros. Estes podem ser utilizados isoladamente ou em conjunto. No órgão com tração eletromagnética, os teclados acionam contatos elétricos e, pela força de um eletroímã, abrem as válvulas dentro do someiro – caixa que contém o ar pressionado e em que se apóiam os tubos (ii).

Os 855 tubos órgão da Igreja Matriz de São Vicente Férrer são distribuídos em 13 jogos, a saber: I – manual: Principal 8’, Flauta 8’, Oitava 4’; II – manual: Viola 8’, Voz celeste 8’, Salicional 8’, Flauta 4’, Quinta 2 1/5’, Flautim 2’, Terça 1 1/3’, Clarineta; Pedaleira: Contrabaixo 16’ (Violoncelo); Subaixo 16’, Dulciana 8’ e Picolo 2’, unificados. Possui 28 registros: I – manual: Bordão 16’, Flauta 8’, Principal 8’, Principal 4’, Picoto 2’, I – super, II – I, II – I Sub, II – I Super; II – manual: Viola 8’, Salicional 8’, Voz Celeste 8’, Flauta 4’, Quinta 2 1/5’, Flautim 2’, Terça 1 1/3’, Clarineta, II Super, Tremulo; Pedaleira: Contrabaixo 16’, Subaixo 16’, Principal 8’, Dulciana 8’, Principal 4’, I–Pedal, I–Pedal Super, II–Pedal, II–Pedal Super (iii).

[…]

Intervenções

Ao longo dos anos, o órgão da Igreja Matriz de São Vicente Férrer sofreu diversas intervenções. Em seus primeiros anos de existência, a manutenção teria sido feita pelos próprios construtores, mas, posteriormente, vários técnicos trabalharam no instrumento e algumas alterações modificaram suas características originais. Em 1974, Henrique Linz substituiu todos os condutos do sistema pneumático originais, de chumbo, por condutos de plástico. No mesmo período, os dois teclados de marfim, de 61 teclas, teriam sido substituídos por teclados de madeira e plástico de 56 teclas (iv).

Em 1982, foi realizada uma grande reforma no órgão, responsável por uma sensível transformação no instrumento. Um ano antes (1981), com o consentimento da Paróquia São Vicente Férrer, a AFA – Academia Formiguense de Arte –, entidade fundada em 1975 para divulgar e conservar o patrimônio artístico do município, havia tomado a iniciativa e se responsabilizado pela recuperação do órgão. Para captar recursos para a intervenção, a AFA contatou diversas entidades estaduais e federais, mas não obteve êxito. Após inúmeras tentativas, com o apoio do formiguense Vicente Rodarte, foi realizado um contato com o Mec–Funarte – Instituto Nacional de Música – e, por deferência de seu diretor, o Maestro Edino Krieger, foi aprovada a verba de Cr$ 1.560.000,00 para iniciar os trabalhos em Formiga. José Carlos Rigatto foi o técnico responsável pela reforma realizada em 46 dias (v); Nela, o sistema de tração pneumático original foi substituído pelo sistema de tração elétrica (vi).

Conforme Revista Minas Gerais (s.d., p.30), na “Proposta para Restauração e Mudança do Sistema de Transmissão Pneumática para o Sistema de Transmissão Elétrica do Órgão Instalado na Matriz de Formiga–MG”, apresentada por Rigatto, consta, entre outros itens:

“a desmontagem geral do instrumento, remoção dos aparelhos de acoplamentos, dos condutores de ar e de todos os aparelhos pneumáticos, desmontagem geral das flautas e sondagem das janelas de afinação das que estiverem estragadas, limpeza dos someiros e imunização geral, substituição de todas as membranas de películas das réguas das válvulas das flautas e dos réles dos registros. E especificamente na reforma do console, a colocação de dois novos teclados com 61 teclados cada e instalação de contatos encapsulados a vácuo; fabricação de um novo painel; novas plaquetas com contatos encapsulados a vácuo; chaves para as combinações livres; botões para a chamada das combinações: duas livres e quatro fixas; lead para a indicação da combinação em funcionamento; voltímetro e chave para ligar o motor; e novo aparelho para funcionamento do crescendo. Finalmente, harmonização e afinação geral e garantia do serviço, com assistência técnica gratuita, pelo prazo de um ano”

Após a reforma, Rigatto não se fez presente e as intervenções que se fizeram necessárias foram realizadas por Gilvaz de Oliveira, formiguense que havia atuado como seu assistente (vii). Nesta reforma, também teriam sido inseridas duas folhas de fórmica nas laterais do console do órgão – que atualmente estão deterioradas –, descaracterizando-o. Também teria sido retirado um fole que situava-se no exterior do instrumento. Originalmente, o órgão era composto por três foles, os dois outros localizados no interior da peça foram preservados. Ademais, os nomes dos registros originalmente adotados pelos construtores também teriam sido alterados (viii).

Em 2001 foi realizada outra grande intervenção no órgão da Igreja Matriz pelo organeiro Ricardo Clerice (ix). Em sua “Proposta para o restauro do órgão da Igreja Matriz de São Vicente Férrer Formiga – Minas Gerais” (x), Clerice afirma que a recuperação do sistema original da peça é praticamente impossível, “pois não dispomos de um instrumento gêmeo nem tão pouco de um planta para nos guiar numa fiel reconstituição”. Sua proposta é a “recuperação total de tudo o que está no instrumento: mantendo o que é original fielmente como está e melhorando consideravelmente as condições das instalações e sistemas que foram substituídos no instrumento (….) de maneira precária”. Em seu orçamento (x), o organeiro dividiu os serviços a serem realizados em setores: I) sistema de produção, compressão e distribuição de ar; II) someiros; III) cuidados da parte fônica; IV) revisão geral da consola; V) reforma da parte elétrica; VI) afinação e harmonização. O trabalho foi orçado em R$ 18.300,00, com um prazo de execução de noventa dias. Vale destacar que, em sua proposta de restauro, Ricardo Clerice ressalta que, durante sua inspeção, foi detectada a ausência de tubos no final dos registros do II Manual. Segundo ele, “são tubos que não seriam utilizados dentro da concepção atual do instrumento, porém os mesmos foram retirados e não se encontram em nenhum local” (x). Algumas das intervenções realizadas em sua reforma foram: a restauração de válvulas internas dos someiros e secretos, reconstrução dos foles e de alguns condutos de ar, vedação de todo vazamento, regulagem da pressão, recuperação e harmonização geral dos tubos e afinação (xi).

[…]

Características estilísticas

O instrumento foi produzido nas primeiras décadas do século XX, época em que o Brasil experimentou uma (re) valorização dos chamados “órgãos litúrgicos” (xii). A confecção de diversos outros órgãos por Karl Egon Mohrle, um dos construtores do órgão de Formiga, na primeira metade do século XX corrobora essa hipótese (xiii). No que se refere às características estilísticas do instrumento, destaca-se ainda, a filiação técnico-artística dos construtores à célebre fábrica de órgãos alemã E. F. Walcker & Co., fundada em 1780. A firma era bastante conceituada e foi responsável pela fabricação de grande número de órgãos instalados no Rio de Janeiro, São Paulo e na região sul do país (xiv).

[…]

Histórico

O órgão foi instalado na Igreja Matriz de São Vicente Férrer em 1937, tendo sido especialmente produzido para o templo em uma iniciativa do pároco local, Padre Remaclo Foxius , e do imigrante austríaco residente em Formiga, Franz Stangelberger (xxvii). Este era sobrinho-neto do compositor Franz Schubert e lecionava matemática em Formiga, tendo sido o principal organista do instrumento até o seu falecimento (xv). Os construtores foram os alemães Karl Egon Mohrle e Gustav Weissenrider, que trabalharam na conceituada fábrica de órgãos alemã E. F. Walcker & Co., de Ludwigsburg, Wurttemberg, fundada em 1780 (xvi). Os dois foram enviados ao Brasil em 1930 pela empresa Walcker para a montagem do órgão do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. A partir de então, Karl Egon Mohrle, conhecido no Brasil como Carlos Mohrle, construiu e reformou diversos órgãos no país até o final da década de 1950 (xvii).

De acordo com a Associação Paulista de Organistas (xviii),

“a partir de 1925 houve um ressurgimento na construção de órgãos nacionais, incentivado pelas colônias alemãs e italianas, notadamente no sul do país. Alguns organeiros vieram como imigrantes, outros vieram a chamado de Igrejas e aqui acabaram por se instalar (…) Um dos mais atuantes construtores do período foi Carlos Moehrle, que trabalhava na Walcker, (grande fábrica de órgãos na Alemanha desde o século passado). Junto com Guilherme Berner, construiu muitos órgãos no Rio de Janeiro, em São Paulo, como por exemplo o órgão da Igreja do Calvário, em 1948 (…) Outros nomes merecem ser lembrados, como Henrique Lins (xix), que veio da Áustria, e construiu vários de pequenas proporções em cidades como São José do Rio Preto, Avaré, Laranjeiras, Campinas”.

Segundo Gisele Sant’Ana Batista (2008), esses imigrantes contribuíram para que novos padrões e gostos musicais fossem introduzidos na cultura brasileira. Nesse período, o órgão era requerido tanto pelos fiéis, que se reuniam conforme sua origem, quanto pelos padres. Muitos eram estrangeiros que chegaram ao país no fim do século XIX. Em Formiga, acredita-se que houve a união dos dois interesses descritos acima, na medida em que os responsáveis pela iniciativa do empreendimento eram imigrantes europeus – Padre Remaclo Foxius e Franz Stangelberger – e um deles era religioso. No período em que o órgão da Igreja Matriz de São Vicente Férrer foi construído, ele era considerado um dos maiores de Minas Gerais e até mesmo do Brasil, ao lado dos órgãos de Mariana e, possivelmente, do Caraça. O órgão datado do século XVIII instalado em Tiradentes não funcionava e os de Diamantina e Córregos, em estado precário, encontravam-se no ostracismo. Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberlândia e outras cidades mineiras só adquiriram órgãos a partir da década de 1950 (xx).

As madeiras utilizadas na confecção do órgão de Formiga foram doadas por Franz Stangelberger e eram provenientes de sua fazenda – Bela Vista –, em Pains. A talha é atribuída a Augusto Bini e Francisco Teixeira Lima (xxi). Este último, conhecido como Chico Lima, foi o construtor responsável do Colégio Santa Teresinha e da Santa Casa de Formiga, em meados do século XX.

Ao longo dos anos, o órgão da matriz sofreu diversas intervenções, destacando-se aquelas empreendidas nos anos de 1974, 1982 e 2001. Após a reforma de 1982, em dezembro daquele ano, o instrumento foi reinaugurado pela organista Dorotéa Kerr (xxii), atual professora do Instituto de Artes da UNESP e estudiosa de órgãos brasileiros (xxiii). Em 2001, finalizada a restauração do órgão realizada pelo organeiro Ricardo Clerice, o instrumento foi reinaugurado com um recital, em maio daquele ano, que contou com a participação do Padre Afonso Maria de Oliveira e do organista formiguense Antônio Olímpio Nogueira (xxiv). Este, atualmente atua como organista da Igreja Nossa Senhora de Lourdes, em Belo Horizonte. E, segundo ele (xxv), mesmo após as diversas intervenções empreendidas no órgão da Igreja Matriz de Formiga, o órgão ainda impressiona pela qualidade de sua sonoridade e construção. Em 2004, a importância histórica, cultural e artística do órgão foi reconhecida com o seu tombado municipal pelo Decreto nº 2730, de 12 de abril de 2004, artigo 1º, inciso XI. Na mesma ocasião, a Igreja Matriz também foi tombada.

Vale destacar, que órgão da Igreja de São Vicente Férrer representa um período de profusão na construção de órgãos litúrgicos, constituindo, portanto, um elemento de grande importância histórica, representativo de uma época. Vale destacar que, posteriormente, devido às modificações litúrgicas realizadas a partir do Concílio Vaticano II, na década de 1960, o órgão foi sendo aos poucos substituído por outros instrumentos, como expressa um documento da CNBB reproduzido a seguir:

“o órgão é o instrumento típico da Igreja Latina, mas não da Igreja do Oriente e do Terceiro Mundo. Se o órgão, e mais o seu ‘irmão pobre’, o harmônio, foram os instrumentos cultuais da Igreja Latina, com a reforma litúrgica os instrumentos litúrgicos serão os instrumentos que exprimem a cultura local, na qual a Igreja quer encarnar-se [1976]”. (xxvi)

Além de uma mudança cultural e religiosa quanto ao uso do instrumento, principalmente em países de colonização católica, a manutenção dos órgãos tornou-se cada vez mais rara, principalmente em razão do alto custo das reformas e dos materiais envolvidos. O resultado é que hoje a maioria dos órgãos está em estado precário ou de abandono (xxvi). Assim, conclui-se que “os órgãos, como os edifícios das Igrejas, representam um patrimônio social e cultural que ultrapassa o domínio religioso, para se tornar uma parte da história cultural” das cidades.

[…]

REFERENCIAS

Bibliográfica e documentais
CORRÊA, Leopoldo. Achegas à História do Oeste de Minas: Formiga e municípios vizinhos. 2ª ed. Formiga: Consórcio Mineiro de Comunicação, 1993.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa. São Paulo: Folha de São Paulo; Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1994/1995.
FONSECA, Tânia de Fátima Gontijo e FERREIRA, Nilma Geralda de Moura. “Primeira exposição religiosa de Formiga”. Formiga, Paróquia São Vicente Férrer, 1997.
MINAS GERAIS.  “Formiga restaura o órgão da matriz”, 04 de abril de 2004, p.4.
O PERGAMINHO. “Recital marca reinauguração do órgão da Matriz”. Formiga, 21/04/2001.
PREFEITURA MUNICIPAL DE FORMIGA. Guia Turístico – Formiga, MG, 1998.
R. CLERICE ÓRGÃOS S/C LTDA. “Proposta para o restauro do órgão da Igreja Matriz de São Vicente Férrer Formiga – Minas Gerais”. São Paulo, 23/10/2000.
REVISTA A PAR. “Raridade da Música Sacra”. Formiga, Ano I, Edição 9, jan. 2005.
REVISTA MINAS GERAIS. Sem referência (artigo sobre o órgão da Igreja Matriz São Vicente Férrer), s.d., p.29–30.

Eletrônicas
http://www.arteorganistica.org.br. Acesso em 18/02/2008.
http://br.geocities.com/orgaodetubo/. Acesso em: 25/06/2007.
http://www.geocities.com/vienna/strasse/7253/orgao.htm. Acesso em 18/02/2008.
http://www.walckerorgel.de/gewalcker.de/english/english.htm. Acesso em 18/02/2008.

Orais
Antônio Olímpio Nogueira. Entrevista, fev/2008.

FICHA TÉCNICA

RESPONSÁVEL PELAS INFORMAÇÕES: PREFEITURA MUNICIPAL DE FORMIGA/MG.
Levantamento (Ago/2007): Carolina Capanema (Historiadora) / Maria Ribeiro Andrada (Secretária de Cultura).
Elaboração (Set a Nov/2007): Carolina Capanema (Historiadora).
Revisão (Mar/2008): <a href=“http://www.memoriaarquitetura.com.br” target=“_blank”>Memória Arquitetura</a>.

_______________
Notas:

i. Há uma controvérsia acerca do número total de tubos do órgão, de acordo com algumas publicações. O número varia entre 855 e 958. Ver: MINAS GERAIS, 2004, p. 4; PREFEITURA MUNICIPAL DE FORMIGA, 1998, p. 18; REVISTA A PAR, 2005, p. 24; Vale ressaltar que, não foi possível o acesso ao interior da peça durante a campanha de campo para que pudesse ser realizada uma contagem dos tubos.
ii. De acordo com Ferreira (1994/1995, p. 610), someiro é “cada uma das grandes caixas de madeira para as quais o ar é enviado sob pressão e cuja tábua superior é perfurada a distâncias regulares para nela se fixarem os pés dos tubos”. Abrindo-se a válvula, a passagem do ar faz soar o tubo, que emite o som (REVISTA MINAS GERAIS, s.d., p. 30–31.
iii. Antônio Olímpio Nogueira; Entrevista, fev/2008.
iv. De acordo com REVISTA MINAS GERAIS (s.d., p. 30), “os acionadores originais, de marfim, foram recolhidos pelo zeloso organista Marconi Montoli, que os juntou em um pequeno “museu no órgão”, onde há inclusive amostras do sistema pneumático e outras peças do instrumento”. Não foi possível identificar a localização do referido “museu”.
v. Rigatto participou de intervenções em outros órgãos brasileiro, tais como aquele localizado no Santuário do Caraça, na Igreja de Lourdes, em Belo Horizonte, e em Juiz de Fora (revista p.29 s.d., GERAIS, MINAS DE).
vi. Os dados acima foram pesquisados em: MINAS GERAIS, 04/04/2001, p. 4; NOGUEIRA, Antônio Olímpio. Belo Horizonte, Minas Gerais, 14 de fevereiro de 2008. Entrevista concedida a Carolina Capanema; REVISTA DE MINAS GERAIS, s.d., p. 30.
vii. REVISTA MINAS GERAIS, s.d., p. 30.
viii. NOGUEIRA, Antônio Olímpio. Belo Horizonte, Minas Gerais, 14 de fevereiro de 2008. Entrevista concedida a Carolina Capanema. “Os nomes dos registros dependem da origem do órgão (…) Quase inexistem nomes em nossa língua – aqui eles são adaptações dos de origem estrangeira” (revista s.d., GERAIS, MINAS p.31).
ix. Clerice foi responsável pela restauração de mais dois instrumentos em Minas Gerais: o do Santuário do Caraça, em 1985, e o do Capela do Colégio Santa Marcelina, em Belo Horizonte, o maior órgão do Estado. Ademais, executou a restauração do órgão da Sé de São Paulo e a recuperação do órgão do Theatro Municipal daquela mesma cidade, entre muitos outros trabalhos (MINAS GERAIS, 04/04/2001, p. 4).
x. R. CLERICE ÓRGÃOS S/C LTDA., 2000.
xi. MINAS GERAIS, 04/04/2001, p. 4.
xii. NOGUEIRA, Antônio Olímpio. Belo Horizonte, Minas Gerais, 14 de fevereiro de 2008. Entrevista concedida a Carolina Capanema.
xiii. Nesse sentido, destacam-se os órgãos produzidos para as seguintes instituições religiosas, entre outros: Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro (1930–31); Igreja Santo Antônio do Pari/S.P. (1932–34); Igreja São José do Belém/S.P. (1934); Convento dos Revmos. Padres Franciscanos, Guaratinguetá/S.P. (1935); Igreja de São João, Campinas/S.P. (1943); Igreja do Coração de Jesus – Revmos. Padres Capuchinhos, Piracicaba/S.P. (1944–45); Igreja de São Sebastião, São Carlos/S.P. (1945); Igreja do Calvário – Revmos. Padres Passionistas, Pinheiros/S.P. (1946–47); Igreja Matriz de Vila Arens, Jundiaí/S.P. (1949–50) (CARLOS MOHRLE NETO. Restauração de órgãos de tubo. Disponível em http://orgaodetubo.br.geocities.com/. Acesso em: 25/06/2007).
xiv. BATISTA, 2008.
xv. Antônio Olímpio Nogueira. Entrevista, fev/2008.
xix. Trata-se, provavelmente, do mesmo Henrique Linz responsável pela intervenção no órgão da Igreja Matriz de São Vicente Férrer em 1974.
xx. Antônio Olímpio Nogueira. Entrevista, fev/2008.
xxi. REVISTA MINAS GERAIS, s.d., p.29; FONSECA e FERREIRA, 1997.
xxii. REVISTA MINAS GERAIS, s.d., p.30.
xxiv. O PERGAMINHO, 21/04/2001.
xxv. Antônio Olímpio Nogueira. Entrevista, fev/2008.
xxvi. BATISTA, 2008, p.6.

Saiba mais

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Referências e notas

1. Prefeitura Municipal de Formiga, Igreja Matriz São Vicente Férrer, acesso em out. 2016.
2. Portal do Patrimônio Cultural, Órgão de tubo. Igreja Matriz de São Vicente Ferrer, acesso em out. 2016.

(em nosso projeto este órgão está na ETAPA 2)

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