Catedral do Santíssimo Salvador, Campos dos Goytacazes (RJ)

Com 2 manuais e pedaleira, o órgão da Catedral do Santíssimo Salvador, em Campos dos Goytacazes (RJ) foi construído por Wilhelm Berner em 1937 e inaugurado no ano seguinte. O instrumento passou por várias reformas e modificações, sendo a mais importante delas a adição de 5 novos registros adquiridos da organaria italiana Tamburini em 1973–1974.

Dados Gerais

  • Localização: Catedral de Campos – Rua Paul Percy Harris, Centro, Campos dos Goytacazes (RJ)
  • Construção: Wilhelm Berner, Brasil, 1937
  • Reformas/restaurações
  • Características:
    • 2 manuais (61 notas) e pedaleira (30 notas)
    • 18 registros

Registros

instrumentos:catedral-campos-3.jpg
 Fachada dos tubos (1)

O instrumento conta com os seguintes registros (2)

  • Manual I
    • Bordão 16’
    • Bordão 8’
    • Principal 8’
    • Dulciana 8’  (*)
    • Trompa 8’  (*)
    • Oitava 4’
    • Viola de Gamba 8’
    • Quinta 2 ⅔ '
    • Piccolo 2’
    • Mistura de 3 fileiras  (*)
  • Manual II
    • Flauta Oca 8’
    • Voz Celeste 8’  (*)
    • Oboé 8’  (*)
    • Flauta 4’
    • Quintatone 8’
  • Pedal
    • Contra Baixo 16’
    • Baixo Oitavo 8’
    • Sub-Baixo 16’
  • Acopl.
  • União II-I
  • SUB II-I
  • SUPER II-I
  • SUPER II
  • PED/I
  • PED/II
  • 1 Comb. Livre
  • 3 Comb. Fixas (p, f, tutti)
(*) Registros adicionados em 1973–1974, adquiridos da empresa italiana Tamburini


Outras informações (2):

  • Flautas de Fachada: 25
  • Flautas de Madeira: 114
  • Flautas de Zinco/Estanho: 971
  • Total de Flautas: 1085
  • Pedais: 2
  • Sistema Pneumático:
    • Motor: 1
    • Ventoinha: 1
    • Foles: 2

Fotos

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instrumentos:catedral-campos-1.jpg
 Fachada dos tubos (1)

instrumentos:catedral-campos-2.jpg
 Fachada dos tubos (1)

Textos

Histórico (2)

Robson Almeida Ribas
Mestre-Capela da Igreja de N. Sra. De Copacabana


A Matriz do SS. Salvador, possuiu um órgão vindo de Portugal no séc. XVIII, do qual pouco sabe-se, e foi substituído em fins do séc. XIX por um harmônio francês. Em 1935 após o término das obras de reforma da Catedral iniciadas em 1924, pelo então bispo D. Henrique Mourão, acalentou-se a idéia de adquirir novo órgão para a Catedral. Iniciada a campanha para a aquisição do instrumento, achou Mons. Uchoa, pároco da Sé, na pessoa do Sr. Victor Sence, rico usineiro campista, o doador que tornou possível a realização do projeto.

Assim em 1936 encomendou-se na firma de Guilherme Berner, experiente técnico alemão da Walker, há anos radicado no Rio de Janeiro, o novo órgão. Em 1937 iniciou-se a sua instalação no coro da catedral, demorando esta seis meses. Finalmente a 19 de março de 1938 às 17 horas teve a solene inauguração constando de benção solene pelo arcebispo D. Otaviano de Albuquerque, seguida de um Concerto pela Profa. Isa Queiroz Santos.

Em 1940 sendo pároco da catedral Mons. Rosário foi adaptado um segundo fole, medida das mais acertadas pois possibilitou a sua ampliação. Os párocos que se sucederam nem sempre cuidaram do órgão de modo que ele foi causando desagradável surpresa aos fiéis que freqüentam a Catedral.

Em 1971 Mons. Fischer iniciou uma grande reforma do órgão. Sendo re-inaugurado com concerto do Pe. Marcelo Martiniano Ferreira. Após sua re-inauguração constatou-se que seu volume sonoro não correspondia ao tamanho da igreja. Assim entre 1973 e 1974 foi ele ampliado pelo organeiro Manoel Luiz Defaveri com registros importados da Itália da afamada fabrica Tamburini, e instalados atrás da caixa harmônica, de maneira a não alterar a fachada. Os registros novos foram: Trompa 8´, Oboé 8´, Voz Celeste 8´, Dulciana 8´ e Mistura de 3 fileiras.

Em 1977 foi construído pelo Sr. Siegfrid Schüller um aparelho Baixo Melodia, que acopla a pedaleira ao 1 manual. Desde então o órgão tem um funcionamento primoroso que, apesar de pequeno, compara-se aos grandes órgãos. Por ocasião dos cinqüenta anos de construção do órgão por minha iniciativa, com o total apoio do então pároco Mons. Joaquim Ferreira, foi realizada uma total reforma do instrumento, realizada pelo organeiro José Joaquim Marçal, ocasião em que foram descobertas falhas em seu sistema, algumas decorrentes da ampliação e oportunamente corrigidas.

Em 1990 deixei a função de mestre capela, durante o tempo que esteve à frente da Catedral Mons Joaquim teve grande cuidado com o precioso instrumento. Atualmente o órgão encontra-se em tal estado de abandono, que causa pena ver este instrumento tão bom, alvo de tanto cuidado de carinho durante tantos anos. Esperemos que no futuro apareça alguém que se interesse por este instrumento, patrimônio do Curato da Sé, mas também patrimônio da cidade de Campos, uma vez que este é o único instrumento deste porte na cidade.

Saiba mais

  • Em breve

Referências e notas

1. Robson Almeida Ribas.
2. Robson Almeida Ribas, Histórico, 2002.

Registramos aqui nossos agradecimentos a Robson Almeida Ribas pelas informações e pela cessão dos materiais relativos ao órgão.

(em nosso projeto este órgão está na ETAPA 2)

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